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Notícias

31 de Dezembro de 2018

Documento em destaque

Neste último dia do mês de dezembro de 2018 o documento em destaque refere-se à indústria de Tanoaria – escritura celebrada no dia 31 de outubro do ano de 1880 com o título “ Escritura de Contrato e Obrigação que entre si fazem João Gonçalves Ferreira e mulher, do lugar da Boa Vista, e António de Sousa Marques, e mulher, do lugar de Arrabalde, todos da Freguesia de Esmoriz, desta Comarca.” Esta sociedade deu origem à empresa de tanoaria de nome: “Ferreira e Marques”.

Os outorgantes que intervêm nesta escritura são: primeiros outorgantes, João Gonçalves Ferreira, tanoeiro, casado com Rosa Gomes da Silva; segundos outorgantes, António de Sousa Marques, tanoeiro, casado com Ana Dias da Silva, todos de Esmoriz, Ovar. Nesta escritura, ficou acordado que a sociedade vigoraria por um prazo de 3 anos a contar do dia 15 de setembro de 1880, cada sócio entraria com 400 mil reis, bem como, lucros, prejuízos, despesas, empréstimos de dinheiro e respetivos juros para manter o exercício da atividade da empresa também seriam divididos em partes iguais. Findos estes 3 anos de contrato, qualquer dos sócios poderia dar continuidade à empresa, bem como no caso de um dos sócios falecer, a sua viúva poderia dar continuidade na empresa, entre outras condições. Sabe-se que esta sociedade foi dissolvida através de uma escritura lavrada no dia 9 de outubro de 1881,no livro de notas nº 78, de folhas 30v a 31v, deste mesmo notário e que se encontra sob custódia do ADAVR com a cota atual: CNOVR1/001/0082.

Breve referência histórica

Inventado pelos gauleses, o barril servia para o transporte de mercadorias, nomeadamente de mercadorias líquidas. Os barris podem ser feitos de carvalho, castanho, mogno, acácio ou eucalipto, apesar de a madeira ideal para conservar bebidas ser a proveniente de carvalhos que tenham cerca 150 anos de vida, face à sua dureza, resistência, maleabilidade, durabilidade e impermeabilidade. Face ao desenvolvimento do comércio e da cultura vinícola, a Arte da Tanoaria permanece entre nós, ainda que em número reduzido.

A escritura em apreço pode ser consultada no livro de escrituras do notário de Ovar, do tabelião António Rodrigues Vale, no livro de notas para escrituras diversas nº76, de folha 83v a 84.

Este livro encontra-se sob custódia do Arquivo Distrital de Aveiro com a cota atual: PT/ADAVR/NOT/CNOVR1 /001/0080

Eneida Matos

Assistente Técnica/ADAVR

Referências Bibliográficas:

Rodrigues, Manuel Ferreira, – Empresas e empresários das indústrias transformadoras, na sub-região da Ria de Aveiro, 1864-1931.

Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2010. 733 p. ISBN 978-972-31-1322-8

Museu da Tanoaria de Esmoriz. Gluseum (2018) – Acedido em 17-12-2018. Disponível em:

https://www.gluseum.com/PT/Esmoriz/220396678129612/Museu-da-Tanoaria-de-Esmoriz

Imigração portuguesa: Tanoaria São Martinho em 1948. CLIC RBS.

– Acedido em 17-12-2018. Disponível em: http://wp.clicrbs.com.br/memoria/category/sem-categoria/page/5/?topo=52

Esta notícia foi publicada em 31 de Dezembro de 2018 e foi arquivada em: ADAVR, Documento em destaque, Geral.

Arquivo Distrital de Aveiro